Revista Jurídica Eletrônica Direito, Sociedade e Desenvolvimento https://rejur.ufrrj.br/ojs/index.php/rejur <p>A REVISTA JURÍDICA ELETRÔNICA "DIREITO, SOCIEDADE E DESENVOLVIMENTO" – ReJur, é uma publicação do Curso de Direito (ITR) e dos Programas de Pós-Graduação <em>Lato Sensu</em> em Direito Processual Contemporâneo e <em>Stricto Sensu</em> em Direito, Ambientes e Desenvolvimento da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro-UFRRJ, tendo como objetivo a disseminação da produção intelectual e reflexão crítica na área do Direito e ciências afins, mais precisamente, no que se refere ao Direito e Desenvolvimento em seus múltiplos e variados aspectos, sejam eles sociais, jurídicos políticos e/ou econômicos e que repercutam decisivamente no tecido social, tanto em termos públicos quanto privados.</p> Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro - UFRRJ pt-BR Revista Jurídica Eletrônica Direito, Sociedade e Desenvolvimento 2317-9880 A DESTITUIÇÃO DA AUTORIDADE PARENTAL: A NARRATIVA JUDICIAL SOBRE NEGLIGÊNCIA DE MULHERES-MÃES VULNERÁVEIS E O IMPACTO NO DIREITO À CONVIVÊNCIA FAMILIAR https://rejur.ufrrj.br/ojs/index.php/rejur/article/view/261 <p>A destituição da autoridade parental é a medida adotada para afastar mulheres-mães acusadas de negligenciar seus filhos, muitas vezes sem considerar as vulnerabilidades existentes, a necessidade de proteção do vínculo familiar e o direito à livre convivência previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente. O presente artigo analisa a desigualdade de gênero e a culpabilização da mulher-mãe, considerando as circunstâncias que acentuam as vulnerabilidades sociais, resultando na institucionalização de crianças e adolescentes. Para o exame, foi realizada pesquisa quantitativa junto ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ), bem como pesquisa quantitativa e qualitativa no site do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ). A pesquisa demonstra a permanência das desigualdades de gênero manifestas na instrumentalização das vulnerabilidades sociais e a perpetuação do discurso que culpabiliza a mulher-mãe nos processos de destituição do poder familiar.</p> Joyce de Oliveira Chagas Luciane da Costa Moás Érica de Aquino Paes Copyright (c) 2026 Revista Jurídica Eletrônica Direito, Sociedade e Desenvolvimento 2026-08-03 2026-08-03 14 26 1 18 DESALOJADOS E DESABRIGADOS NA TRAGÉDIA DE JUIZ DE FORA EM 2026: UMA ANÁLISE À LUZ DO PRINCÍPIO DA IGUALDADE https://rejur.ufrrj.br/ojs/index.php/rejur/article/view/263 <p>O presente artigo buscará trazer uma análise acerca da tragédia ocorrida na cidade de Juiz de Fora, Estado de Minas Gerais, no ano de 2026, decorrente das intensas chuvas e deslizamentos que aconteceram nos dias 23 e 25 de fevereiro de 2026 e que provocou significativo impacto social resultando em elevado número de desalojados e desabrigados, destacando, em especial, o tratamento do poder público, à luz do princípio constitucional da igualdade, o tratamento diferenciado conforme as necessidades específicas de cada grupo, questionando, assim, se em uma tragédia desta magnitude, tal distinção seria constitucional e se neste contexto, o poder público deve implementar políticas públicas proporcionais à gravidade da situação vivenciada pelas vítimas, assegurando proteção social, dignidade da pessoa humana e acesso a condições mínimas de sobrevivência e reconstrução social após o desastre</p> Kléver Paulo Leal Filpo Rodrigo Grazinoli Garrido Samuel Dias da Cruz Queiroz Copyright (c) 2026 Revista Jurídica Eletrônica Direito, Sociedade e Desenvolvimento 2026-08-03 2026-08-03 14 26 19 31 INTERSECÇÃO ENTRE DIREITO AUTORAL E INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL: MELHORIAS E CONTROVÉRSIAS RELACIONADAS A PROTEÇÃO PATENTÁRIA, COM O ADVENTO DA INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL https://rejur.ufrrj.br/ojs/index.php/rejur/article/view/264 <p>esta pesquisa buscou ampliar as discussões e reflexões jurídicas a partir da proteção patentária permeada pela questão da Inteligência Artificial, com base nos Projetos de Lei n.º 30/24 e n.º 2.338/23, e nas legislações vigentes como Lei Geral de Proteção de Dados, Propriedade Industrial Lei n.º 9.279/96 entre outras que abordam o tema. O estudo analisou as divergências existentes no que tange a possibilidade de um produto criado por IA possuir direito a inventividade do mesmo e, consequentemente, seu patenteamento, comparando ambos os entendimentos doutrinários da questão. Delineando de forma sintetizada o contexto histórico do presente tema. O problema de pesquisa refere-se ao questionamento se a tecnologia de IA pode ser considerada como uma inventora, e, portanto, detentora de uma patente? E quais são as principais considerações e argumentos para refutar essa hipótese? O estudo abarca a contextualização e os critérios da responsabilidade jurídica a despeito dos direitos de propriedade e das relações jurídicas do inventor com sua criação. Para tanto, foi realizada uma revisão de literatura com embasamento teórico nas obras que discutem o tema, artigos do Instituto Nacional de Propriedade Industrial e pela Organização Mundial de Comércio, utilizando da metodologia científica, com abordagem do método indutivo, histórico e documental para análise do tema. O estudo aborda os aspectos regulatórios e as políticas legislativas da patente e da IA no contexto internacional e comunitário, fornecendo uma perspectiva de direito comparado ao Direito Autoral e Empresarial. As conclusões referem-se à inviabilidade jurídica da IA em ser, atualmente, considerada como inventora de uma criação patenteável no Brasil, considerando a ausência de legislações que regulamentem o tema.</p> Rayssa Regina Costa de Sousa Daniele Lopes de Oliveira Copyright (c) 2026 Revista Jurídica Eletrônica Direito, Sociedade e Desenvolvimento 2026-08-03 2026-08-03 14 26 32 51 MULHERES NO PODER: UMA ANÁLISE SOBRE DESIGUALDADE DE GÊNERO NA INSERÇÃO AO CARGO DE MINISTRA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL https://rejur.ufrrj.br/ojs/index.php/rejur/article/view/265 <p>Este artigo analisa a desigualdade de gênero no processo de investidura ao cargo de Ministra do Supremo Tribunal Federal, contribuindo para os debates nos estudos de gênero, raça e classe. O objetivo central é compreender os caminhos políticos que levam à nomeação para o STF, com foco na presença ou ausência de mulheres nesse percurso, a fim de identificar se há barreiras objetivas e subjetivas à sua ascensão. Para isso, utilizou-se uma abordagem qualitativa, com análise de literatura especializada e dados oficiais atualizados. Os principais achados da pesquisa revelam que a existência de barreiras não jurídicas reflete diretamente na ausência dessas mulheres no Supremo. Conclui-se que, apesar de não haver objetivamente na legislação impeditivos explícitos contra indicação de mulheres, existem barreiras implícitas alicerçadas pela discriminação e desvalorização de todas as mulheres.</p> Emillyane Cristine Silva Adorno Bruna Bizzo Frotté Matheus de Carvalho Matos Barroso Silviane Ramos Lopes da Silva Alex Penazzo Tavares Márcio Luiz Araújo Rocha Magalhães Copyright (c) 2026 Revista Jurídica Eletrônica Direito, Sociedade e Desenvolvimento 2026-08-03 2026-08-03 14 26 52 63 CONSIDERAÇÕES SOBRE O INQUÉRITO CIVIL DESDE UM ESTUDO DE CASO https://rejur.ufrrj.br/ojs/index.php/rejur/article/view/266 <p>O artigo avalia o inquérito civil conduzido pelo Ministério Público Federal entre os anos de 2016 e 2019 em face da fazenda Santa Eufrásia, localizada em Vassouras-RJ, com objetivo de investigar violação de direitos da população negra por encenações praticadas no âmbito da programação turística da fazenda, conforme denúncia do jornal The Intercept Brasil. Trata-se de estudo de caso, com profunda descrição e análise do procedimento administrativo de investigação sob enfoque do acesso à justiça. Para tanto, utilizou-se pesquisa documental e bibliográfica.</p> Eduardo Gonçalves Blondet Copyright (c) 2026 Revista Jurídica Eletrônica Direito, Sociedade e Desenvolvimento 2026-08-03 2026-08-03 14 26 64 91 O MOLDE ECONÔMICO DE UMA THINK TANK NO BRASIL: UM ESTUDO SOBRE AS PRIVATIZAÇÕES E A INFLUÊNCIA DO INSTITUTO DE ESTUDOS ECONÔMICOS (IEE) NO GOVERNO BOLSONARO 2019-2022 https://rejur.ufrrj.br/ojs/index.php/rejur/article/view/267 <p>Este estudo analisa a influência das think tanks, com ênfase no Instituto de Estudos Empresariais (IEE), na formulação da agenda econômica do governo Bolsonaro, especialmente durante a eleição de 2018 e nos primeiros anos de mandato. A pesquisa parte da premissa de que essas instituições, frequentemente ignoradas, exerceram papel decisivo na adoção de políticas públicas de orientação neoliberal, ao mediar interesses entre as elites econômicas e o governo. A principal pergunta que orienta o trabalho é: qual foi o impacto das think tanks, em especial do IEE, na construção da agenda econômica bolsonarista e como essa atuação se refletiu nas políticas implementadas? A justificativa da pesquisa reside na necessidade de compreender o papel político desempenhado por essas organizações em contextos democráticos, sobretudo enquanto agentes de articulação entre classes dirigentes e o Estado. A proposta é contribuir para o entendimento mais amplo das relações entre grupos de interesse e o governo, analisando como tais vínculos afetaram diretamente políticas econômicas e ambientais. Entre os objetivos do estudo, destacam-se: examinar o papel do IEE na formulação da agenda econômica, identificar sua influência nas medidas neoliberais adotadas e compreender sua relação com o Ministério da Economia. A hipótese central é que o IEE atuou como intermediador entre o empresariado e o governo, tendo influência relevante na consolidação da agenda neoliberal. A metodologia será qualitativa e documental, baseada na análise de discursos, propostas institucionais, documentos oficiais e matérias jornalísticas sobre a relação entre o IEE e o governo Bolsonaro.</p> Matheus Martins Piccoli Francisco Anna Carolina Franca Costa Cruz Copyright (c) 2026 Revista Jurídica Eletrônica Direito, Sociedade e Desenvolvimento 2026-08-03 2026-08-03 14 26 92 104 TRÁFICO E APREENSÃO DE FAUNA SILVESTRE EM TRÊS RIOS: UM ESTUDO DE CASO SOBRE A REALIDADE LOCAL E AS MEDIDAS DE FISCALIZAÇÃO https://rejur.ufrrj.br/ojs/index.php/rejur/article/view/268 <p>O presente artigo tem como objetivo compreender a realidade do tráfico e da apreensão de animais silvestres no município de Três Rios, bem como analisar as medidas de fiscalização existentes na região. Com essa finalidade, realizou-se uma revisão bibliográfica em artigos relacionados ao tema da pesquisa e na legislação ambiental, além da análise de informações, referentes ao período de 2019 a 2025, obtidas na 108a Delegacia de Polícia/Três Rios, na Polícia Rodoviária Federal e na Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Três Rios. Os resultados demonstram que as aves são as principais vítimas de tráfico e criação ilegal de animais silvestres, tanto em Três Rios quanto no Brasil todo. Além disso, foi constatado que a apreensão de animais por tráfico ocorre apenas quando o batalhão de Três Rios é acionado por meio de denúncias formais, fora essas ocorrências pontuais, não há, por parte das forças policiais locais, medidas regulares de fiscalização ambiental.</p> Alice Barbosa Pinheiro André Jhony Silva Ferreira Maria Eduarda Barros Sampaio Kopke Cabral Kênia Cristina Pontes Maia Copyright (c) 2026 Revista Jurídica Eletrônica Direito, Sociedade e Desenvolvimento 2026-08-03 2026-08-03 14 26 105 116 AÇÃO DE EXIGIR CONTAS E PENSÃO ALIMENTÍCIA: A CONTROVÉRSIA JURISPRUDENCIAL NO STJ https://rejur.ufrrj.br/ojs/index.php/rejur/article/view/269 <p>O presente artigo analisa a Ação de Exigir Contas no contexto do Direito de Família, especialmente quanto à possibilidade de sua utilização para fiscalizar a aplicação da pensão alimentícia paga ao filho comum. A pesquisa aborda a natureza jurídica e finalidade da ação, o princípio da boa-fé objetiva e a tutela da confiança, examinando a controvérsia jurisprudencial no Superior Tribunal de Justiça. São confrontadas as teses favoráveis e contrárias ao cabimento da ação, considerando o princípio do melhor interesse da criança e a proteção integral prevista na Constituição e no ECA. Conclui-se que a utilização da ação deve ser excepcional, fundamentada em indícios concretos de má administração, para evitar litígios abusivos e preservar a estabilidade emocional do menor.</p> Sarah Oliveira de Medeiros Copyright (c) 2026 Revista Jurídica Eletrônica Direito, Sociedade e Desenvolvimento 2026-08-03 2026-08-03 14 26 117 130