https://rejur.ufrrj.br/ojs/index.php/rejur/issue/feedRevista Jurídica Eletrônica Direito, Sociedade e Desenvolvimento2026-01-19T13:12:06-03:00Antônio Pereira Gaio Júniorgaiojr.acp@terra.com.brOpen Journal Systems<p>A REVISTA JURÍDICA ELETRÔNICA "DIREITO, SOCIEDADE E DESENVOLVIMENTO" – ReJur, é uma publicação do Curso de Direito e do Programa de Pós-Graduação <em>Lato Sensu</em> em Direito Processual Contemporâneo da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro-UFRRJ, Instituto Três Rios, tendo como objetivo a disseminação da produção intelectual e reflexão crítica na área do Direito e ciências afins, mais precisamente, no que se refere ao Direito e Desenvolvimento em seus múltiplos e variados aspectos, sejam eles sociais, jurídicos políticos e/ou econômicos e que repercutam decisivamente no tecido social, tanto em termos públicos quanto privados.</p>https://rejur.ufrrj.br/ojs/index.php/rejur/article/view/239ANÁLISE DOS REFLEXOS DAS AÇÕES DO POLICIAL MILITAR NA PERSECUÇÃO PENAL2026-01-19T12:52:55-03:00Bruno Vander de Oliveira Silva jgaio@terra.com.br<p>Este trabalho tem como objetivo analisar os reflexos da atuação do policial militar<br>nas diferentes fases da persecução penal, considerando sua contribuição desde a intervenção<br>inicial até o momento da instrução processual. Para tanto, a pesquisa está estruturada em três<br>capítulos principais: o primeiro examina o contexto jurídico-institucional da atuação da Polícia<br>Militar, abordando a dicotomia entre as funções de polícia administrativa e judiciária, os<br>debates sobre o ciclo completo de polícia e a possibilidade de lavratura do termo<br>circunstanciado; o segundo trata da participação do policial militar na fase pré-processual,<br>destacando sua atuação na preservação do local do crime, na produção do boletim de ocorrência<br>e na condução do flagrante; e o terceiro analisa o papel do policial como testemunha na fase<br>judicial, considerando os aspectos éticos e a valoração de seu depoimento pelo Poder Judiciário.<br>A metodologia adotada é qualitativa, com base em pesquisa bibliográfica, documental e<br>jurisprudencial. Os resultados apontam que as ações do policial militar exercem influência<br>significativa sobre a regularidade, a eficácia e a credibilidade da persecução penal, o que<br>evidencia a necessidade de reconhecimento técnico e ético de sua função no sistema de justiça<br>criminal.</p>2026-01-19T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Revista Jurídica Eletrônica Direito, Sociedade e Desenvolvimentohttps://rejur.ufrrj.br/ojs/index.php/rejur/article/view/240O PROBLEMA DAS PROVAS DEPENDENTES DA MEMÓRIA NO PROCESSO PENAL SOB UMA PERSPECTIVA INTERDISCIPLINAR2026-01-19T12:56:47-03:00Camila Pires Soares jgaio@terra.com.br<p>O objetivo deste artigo é demonstrar as questões que norteiam a memória e as suas<br>falhas, tudo sob a perspectiva da psicologia do testemunho e da neurociência. Com isso,<br>constrói-se uma análise crítica acerca das imensas problemáticas que cercam a memória, que<br>se não forem observadas com a devida cautela, resulta numa série de inobservâncias das<br>garantias do processo penal. Vemos a urgente necessidade de se ampliar os ramos do Direito<br>quando se diz respeito à valoração de provas e passar a conduzi-la diante de um estudo<br>interdisciplinar entre as variadas áreas do conhecimento que se relacionam com a subjetividade<br>humana. Quanto ao método, elegeu-se para a pesquisa realizada no presente trabalho a revisão<br>bibliográfica, a fim de reunir informações cientificas para corroborar com a crítica trazida.</p>2026-01-19T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Revista Jurídica Eletrônica Direito, Sociedade e Desenvolvimentohttps://rejur.ufrrj.br/ojs/index.php/rejur/article/view/241A CONSTITUCIONALIZAÇÃO DO DIREITO FAMÍLIA E O AFETO COMO ELEMENTO JURÍDICO: O RECONHECIMENTO DAS UNIÕES POLIAFETIVAS COMO ENTIDADE FAMILIAR2026-01-19T13:01:39-03:00Paulo Ricardo da Rocha Machado jgaio@terra.com.br<p>O presente artigo vem tecer considerações sobre o movimento de ascensão da<br>Constituição ao centro do ordenamento jurídico e, a partir deste, a releitura dos mandamentos<br>previstos nos demais ramos do Direito. Ostentando a posição de superioridade das demais<br>normas, ela traz alterações substanciais no Direito de Família e eleva o afeto enquanto elemento<br>jurídico fundamental para o reconhecimento dos vários arranjos familiares existentes no<br>contexto social. No entanto, em que pese sua força normativa, em determinados cenários, ainda<br>é possível perceber que seus efeitos ainda não permitem o pleno exercício deste direito. É o que<br>ocorre quando se analisa o contexto das uniões poliafetivas, que estão presentes em diferentes<br>ambientes, porém ainda não recebem o tratamento jurídico adequado, criando um ambiente de<br>exclusão, preconceito e ausência de proteção. Sendo assim, o trabalho busca contribuir com a<br>ampliação da pesquisa e ao mesmo tempo permitir uma releitura da normatização acerca do<br>tema, pugnando pela necessidade do conhecimento dessas uniões. Utiliza-se como metodologia<br>a pesquisa em torno de decisões do Superior Tribunal de Justiça, do Supremo Tribunal Federal<br>e do Conselho Nacional de Justiça, além de projetos de lei em andamento na Câmara Federal,<br>juntamente com a revisão bibliográfica sobre o tema. Conclui-se que há uma visão reduzida do<br>conceito de família, o que encaminha para um espaço de preconceito e discriminação em face<br>de determinados grupos, que com sua autonomia, decidem de maneira disruptiva formatar seu<br>arranjo familiar rompendo com padrões estabelecidos.</p>2026-01-19T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Revista Jurídica Eletrônica Direito, Sociedade e Desenvolvimentohttps://rejur.ufrrj.br/ojs/index.php/rejur/article/view/236A EFETIVIDADE JURÍDICO-PROCESSUAL DA LEI Nº 12.764/2012 NA TUTELA DOS DIREITOS DA PESSOA COM TRANSTORNO DO ESPECTRO A2026-01-19T12:38:44-03:00Gabriela Souzajgaio@terra.com.br<p>O presente artigo examina a efetividade jurídico-processual da Lei nº 12.764/2012,<br>que institui a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro<br>Autista (TEA), sob a ótica do dever estatal de assegurar não apenas o cuidado mediante políticas<br>públicas, mas também a inclusão social e jurídica plena desses indivíduos. À luz dos<br>fundamentos constitucionais da dignidade da pessoa humana, da igualdade material e da<br>inclusão, analisa-se a interação entre o diagnóstico precoce, a atuação jurisdicional e os<br>institutos da curatela e da tomada de decisão apoiada como instrumentos de concretização de<br>direitos fundamentais. Demonstra-se que a efetividade da norma exige a atuação coordenada<br>entre Estado, Poder Judiciário e sociedade civil, com vistas à construção de uma tutela jurídica<br>inclusiva e emancipatória, apta a garantir às pessoas com TEA participação efetiva na vida<br>comunitária e no exercício da capacidade civil. A implementação de políticas públicas<br>intersetoriais, articulada à aplicação proporcional dos mecanismos de proteção judicial, revelase<br>condição indispensável para a realização do princípio da cidadania e para a efetividade<br>material dos direitos assegurados pela legislação protetiva.</p>2026-01-19T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Revista Jurídica Eletrônica Direito, Sociedade e Desenvolvimentohttps://rejur.ufrrj.br/ojs/index.php/rejur/article/view/237CONSIDERAÇÕES INICIAIS ACERCA DA RESIGNIFICAÇÃO DA FUNÇÃO SOCIAL DA EMPRESA À LUZ DE SUA HISTORICIZAÇÃO2026-01-19T12:42:55-03:00Carlos Leonardo Kelmer Mathiasjgaio@terra.com.br<p>O artigo consiste tem por fito um estudo acerca das ressignificações que a noção<br>de função social da empresa passou tendo como norte suas respectivas contextualizações<br>históricas. Nesse sentido, o texto empreende um esforço analítico do tema em questão desde o<br>albor dos debates acerca da função social da empresa no início do século XX em contexto<br>marcado por um quadro econômico desafiador fruto dos desarranjos originados tanto da<br>implementação o liberalismo na segunda metade do século XIX, como das consequências<br>próprias do fim da Primeira Guerra Mundial, até as interpretações mais recentes da noção de<br>função social da empresa influenciadas pela publicação do relatório do Pacto Global da<br>Organização das Nações Unidas em 2000 e pelas externalidades atinentes à eclosão da<br>pandemia da COVID-19 em 2020. O artigo finda concluindo que a redefinição do entendimento<br>da noção de função social da empresa passa, necessariamente, por redefinirmos a natureza de<br>nossas condições materiais de reiteração temporal consoante os interesses sociais, no sentido<br>amplo do termo, que considerações mais relevantes.</p>2026-01-19T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Revista Jurídica Eletrônica Direito, Sociedade e Desenvolvimentohttps://rejur.ufrrj.br/ojs/index.php/rejur/article/view/238CRIMES AMBIENTAIS E A OPERAÇÃO ARCA DE NOÉ: UM ESTUDO DE CASO EM TRÊS RIOS SOB A ÓTICA DO DIREITO AMBIENTAL2026-01-19T12:48:56-03:00Jéssica dos Anjos Guedesjgaio@terra.com.brFernanda Valença Bahia jgaio@terra.com.brKênia Cristina Pontes Maia jgaio@terra.com.br<p>O presente artigo analisa os crimes ambientais relacionados ao tráfico de fauna silvestre no Brasil, com foco específico na atuação das autoridades durante a Operação Arca de Noé II, deflagrada entre 2024 e 2025 nas regiões de Três Rios e Seropédica, no Estado do Rio de Janeiro. Com base em pesquisa qualitativa, de cunho exploratório e método dedutivo, foram utilizados dados doutrinários, jurisprudenciais e técnicos obtidos por meio da Lei de Acesso à Informação junto ao IBAMA (Informação n. 6/2025 – Processo n. 02303.010800/2025-16), além da análise de reportagens jornalísticas do período de 2021 a 2025. O estudo revela os impactos ambientais diretos da atividade criminosa, como a perda de biodiversidade e o desequilíbrio ecológico e os efeitos sociais, incluindo a exploração de comunidades vulneráveis e os riscos sanitários à saúde pública. Identifica-se ainda a insuficiência estrutural dos órgãos ambientais e a superlotação dos Centros de Triagem de Animais Silvestres (CETAS), especialmente o de Seropédica. O artigo defende a necessidade de reformas legislativas, como o endurecimento das penas previstas na Lei n. 9.605/1998 (via PL 752/2023), a criação de delegacias ambientais especializadas e o fortalecimento das políticas públicas de prevenção e reabilitação da fauna. Aborda a inclusão dos animais enquanto sujeitos de direito e conclui que o enfrentamento eficaz aos crimes contra a fauna exige uma abordagem jurídica e institucional integrada, que visa uma repressão, fiscalização, educação ambiental e justiça intergeracional.</p>2026-01-19T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Revista Jurídica Eletrônica Direito, Sociedade e Desenvolvimento